31/12/2017

Retrospectiva 2017: um ano agridoce


É isso aí, 2017 tá acabando...

Confesso que eu não ia fazer retrospectiva porque até cinco minutos atrás, eu não havia entendido esse ano, mas agora eu entendi, ou pelo menos, eu acho que entendi...

Na verdade, eu comecei o ano pensando que algumas pessoas ficariam no passado, a primeira ligação do ano me dizia isso, mas ao longo dos meses, percebi que apenas a confiança ficaria no passado, essas pessoas teriam novos papéis e, com certeza, não seriam protagonistas.

O cabelo loiro enorme que passava da cintura daria lugar a um cabelo vermelho no ombro e os olhos azuis esverdeados ficariam atrás de lentes pesadas de óculos de armações pretas.

Conheci pessoas que fiz de tudo para estar perto, ajudar e mostrar o quanto eu desejava os minutos ao lado delas por diferentes motivos, percebi já no final, que o lugar que ocupava em suas vidas era tão secundário que quase não existia, enquanto elas eram protagonistas, eu era a coadjuvante delas... Sem problemas, realinhamos a linha da vida e permaneço perto delas, mas agora de outro modo.

Fiz viagens incríveis: São Miguel (duas vezes) onde nunca ri tanto, trabalhei tanto e quebrei tanto a cabeça, mas ajudou a fortificar a amizade com alguém muito especial que hoje chamo de irmã; fui a Mossoró e senti um gosto amargo ao me despedir de lá dessa vez, não sei o porquê, mas sinto falta daquela viagem, daquela cidade, das formações e das pessoas, especialmente. Fui a Recife, depois de alguns anos e foi tudo de bom, aliás, foi a melhor viagem com o grupo de jovens (JMV); voltei ao Lima, sentia saudade da Romaria da Juventude depois de dois anos sem ir...

Mudei de casa, de cidade, mas graças a Deus e minha best friend/irmã posso estar todos os fins de semana na minha amada Pau dos Ferros. Tudo bem que a cidade que estou morando não é tão longe, mas ainda sinto falta de estar na minha city todo o tempo.

Fui festas muito legais, onde ri, pulei, cantei, mas também fui a algumas que deveria nem lembrar (sabe a sensação de levar um soco no estômago sem merecer? Então).

Eu ouvi críticas nada construtivas, de pessoas que me feriram demais, mas também ouvi o melhor dos elogios na vida e sei que tudo foi um incrível aprendizado.

Me organizei mais em muitos aspectos, mas acabei me desorganizando em outros, porém a vida continua. Algumas ações são do tipo “só podemos conversar com nosso travesseiro depois que as luzes são apagadas e ninguém estar por perto”, outras são tão engraçadas que ainda dói a barriga de tanto rir.

Consegui o que julgava impossível: a famosa caminhada de 33 km da festa de Nossa Senhora da conceição. Isso mesmo, uma caminhada de Portalegre a Pau dos Ferros, saímos às 23h e chegamos às 7h30 do dia seguinte. Melhor sensação, chegar na minha amada Matriz e saber que eu consegui fazer todo o percurso a pé.

Mas, com certeza, os tapas na cara que o universo me deu em um formato de um único ser ganha de lavada! Já pensou unir tudo que você detesta e, apesar disso tudo que tanto detesta, ainda te faz querer estar com essa pessoa? Então, né? Essa sou eu, meio louco, eu sei. Valeu uni, você me deve uma! E o que eu diria a essa pessoa se eu tivesse oportunidade, você tem tudo que me faz odiar uma pessoa, mesmo assim, tem algo que me faz gostar dobrado!

Ai, 2017! Que bom que você chegou ao fim, mas a verdade é que vendo as fotos e os vídeos do começo do ano, posso dizer que não me reconheço mais com aquela menina de janeiro, fevereiro e março que você viu de perto. Sei que sou outra pessoa agora, além do físico, algo em mim está de fato mudado e como Oswaldo Montenegro pergunta em sua canção “Onde você ainda se reconhece na foto passada ou no espelho de agora?”, eu respondo, sem dúvida, em quem eu sou agora, me sinto melhor assim, apesar de querer mudar tanta coisa...

E que venha 2018.
                                                                                                           
O que espero do ano novo?

Apenas paciência para viver e aceitar o que não pode ser mudado!

Feliz Ano Novo a todos!

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